23 enero, 2019

Contag encerra ciclo da Caravana das Margaridas

Fonte: Comunicação Fetag-RS, Luiz Boaz

A Contag encerrou, pelo Rio Grande do Sul, com a 8ª Caravana das Margaridas, o ciclo de eventos por todo o Brasil, que tem por finalidade fortalecer as estratégias de construção da 6ª Marcha das Margaridas 2019, que acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto de 2019, em Brasília. A secretária de Mulheres da Contag, Mazé Morais, disse que saiu satisfeita do Rio Grande do Sul, com a missão cumprida de motivar e fortalecer a “mulherada” na preparação da Marcha das Margaridas. “Apesar da conjuntura adversa, estamos firmes na luta para conseguir os nossos direitos, defender a democracia com lideranças animadas em todo o Brasil. Elas retornam às bases para multiplicar o aprendizado e chamar outras companheiras para juntas fazer um grande evento”, observa.

Mazé espera que nenhuma margarida pelo Brasil afora desconheça o que é a Marcha das Margaridas, por que as mulheres marcham, se mobilizam e vão a Brasília. Embora ela considere vários eixos importantes trabalhados, como por exemplo a terra, a agroecologia, a autonomia, o trabalho e a renda, a violência sexista é uma das principais. “Nós últimos meses têm aumentado muito no Brasil esse problema injustificável, que é a violência contra a mulher. Ao todo são dez eixos, mas ressalto, ainda, a terra, igualmente como fundamental”, defende.
A coordenadora estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Fetag-RS, Lérida Pivoto Pavanelo, fez uma avaliação positiva dos dois dias de encontro em Porto Alegre. Embora as dificuldades pela frente, diz Lérida, com um cenário político incerto para 2019, a expectativa quanto à realização da Marcha das Margaridas é favorável. “Conseguimos motivar as nossas coordenadoras regionais para fazer com que as lideranças estejam presentes na marcha”, justificou.
Lérida adianta que algumas das 23 regionais sindicais da FETAG-RS já confirmaram a ida a Brasília com, no mínimo, um ônibus. “Isso já é motivo de alegria, pois desde janeiro deste ano estamos divulgando a Marcha das Margaridas pelo Estado, cujos lançamentos foram realizados durante as comemorações alusivas a 8 de Março. Queremos manter a marca entre 500 a 600 gaúchas, número de participações que fazemos em todas as marchas”, projeta.
Os eixos de discussão no Rio Grande do Sul, explica Lérida, perpassam mais de uma edição da Marcha das Margaridas, cintando como exemplo a violência. “Nos últimos tempos ela é assustadora e está aterrorizando as mulheres. Então, estamos diante de uma bandeira de luta permanente da caminhada das mulheres. A soberania alimentar é outra, tendo como premissa que possamos ser protagonistas de nossa própria alimentação. Não podemos perder o principal papel da agricultura familiar, que é produção de alimentos, inclusive agroecológicos, que está em nossa pauta”, completa.