CONTAG se reúne com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para importante negociação do Plano Safra 2019-2020
A Confederação Nacional dos Agricultores Rurais e Agricultores Familiares (CONTAG) e a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF / MAPA) se reuniram nesta terça-feira em Brasília para discutir a Diretriz do Plano Safra 2019 -2020
O Plano Safra é um conjunto de ações do governo brasileiro para o fortalecimento da agricultura familiar, que possui 10 áreas de atuação para oferecer crédito, seguro de produção, regularização fundiária, segurança jurídica da terra, ações para o Semi-árido; Assistência Técnica e Extensão Rural, entre outros.
Por ocasião da reunião, o Secretário de Política Agrária da CONTAG, Antoninho Rovaris, e sua assessoria, conversaram com o secretário da SAF / MAPA, Fernando Schwanke, e sua equipe sobre os principais pontos apresentados anteriormente pela CONTAG, no final de fevereiro.
A SAF / MAPA informou que a operacionalização do empréstimo do Pronaf no Safra 2018-2019 já atingiu R $ 24 bilhões, seguindo a tendência dos últimos anos, que é a aplicação menor que o volume de recursos anunciado para o Plano Safra, a manutenção do valor do contrato e a redução do número de contratos, o que indica uma concentração da aplicação do crédito.
Segundo Schwanke, a expectativa do ministério é aplicar esforços para aplicar 100% dos recursos a serem disponibilizados para o Plano Safra 2019-2020.
Habitação Rural e Assistência Técnica
A SAF / MAPA indicou a provisão de R $ 500 milhões para o financiamento de moradias rurais com crédito do Pronaf (recurso suficiente para 10 mil unidades). Em relação à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), em princípio, o volume de R $ 1 bilhão anunciado pelo ministro na semana anterior deve se referir aos recursos para prestação dos serviços da Ater para os próximos quatro anos. No segundo semestre de 2019 haverá uma reunião do MAP com as Secretarias de Agricultura para discutir modelos de Ater. O Dater tem R $ 120 milhões para ações e operações.
Outro ponto discutido foi sobre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Está previsto modificar o decreto para permitir que qualquer órgão ou ministério estabeleça um contrato de gestão específico. Em princípio, a Anater possui R $ 74 milhões (remanescente do contrato de gestão de 2017 com a Sead). No entanto, a estrutura e o funcionamento da agência ainda não estão resolvidos no âmbito do MAP.
Crédito do Fundiário
Sobre o Programa Nacional de Crédito de Fundos (PNCF), existe a possibilidade de retornar ao modelo original do Banco da Terra para simplificar a operacionalização, sem exclusividade para os sindicatos, expandindo para outras instituições, por exemplo prefeituras. Além disso, a porcentagem de recursos do fundo para uso no PNCF Empreendedor deve ser limitada. Foi ressaltado pelo secretário que o foco do MAPA não será ampliar os projetos, mas a consolidação dos projetos atuais.
Produção de Biodiesel
Em relação ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), o maior gargalo é o uso do fator multiplicador que tem contribuído para reduzir o número de agricultores familiares no programa. Os principais beneficiários do programa são as empresas que produzem biodiesel e há a necessidade de incluir outras sementes oleaginosas no programa.
Sistema Cadastro de Agricultura Familiar (CAF)
O último ponto em discussão foi o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF). A SAF / MAPA informou que o sistema está em processo de cruzamento de dados com outros sistemas (por exemplo, previdência social) para os propósitos do DAP / CAF Individual. A previsão para o início da operação da CAF é a partir de junho de 2019.
Conclusões do CONTAG
Com as respostas do secretário da SAF / MAPA, Antoninho Rovaris avalia que, basicamente, confirma o que a CONTAG já estava imaginando. “Não haverá aumento de recursos para crédito e, provavelmente, haverá um aumento no interesse por algumas linhas. Portanto, um dos nossos sentimentos é que há um descompasso entre o que a Ministra Tereza Cristina anuncia e o que é divulgado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo. Por exemplo, o valor de Ater que o ministro anunciou para o Safra, o secretário acredita que será por quatro anos. A impressão que temos é que há falta de diálogo e compreensão dentro do próprio Ministério “, avaliou Rovaris.


