FAA declarou-se em estado de alerta e monitoramento permanente para analisar o impacto das medidas anunciadas pelo governo
Na tarde desta sexta-feira, 23 de abril, realizou-se virtualmente em conjunto com a Comissão de Pecuária da FAA uma reunião extraordinária do Conselho de Administração Central (CDC), convocada após serem conhecidas as novas medidas regulatórias para o setor. O press release emitido pela entidade é reproduzido a seguir, após a reunião:
“Realizou-se praticamente em conjunto com a FAA Livestock Commission uma reunião extraordinária do Conselho Diretor Central (CDC), convocada após o conhecimento das novas medidas regulatórias para o setor.
Na tarde desta quinta-feira, teve lugar um encontro com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca, Luis Basterra, e outros responsáveis da referida Carteira. Lá, os representantes do Executivo deram detalhes aos integrantes da Comissão de Enlace das Entidades Agropecuárias sobre as medidas relativas à produção pecuária e sua exportação, tomadas pelo governo nesta semana.
No Conselho de Administração foram considerados os detalhamentos técnicos específicos das políticas e divulgadas as afirmações feitas ontem na reunião com o Ministério da Agricultura, após o que os integrantes do CDC analisaram o impacto na pecuária de pequeno e médio porte que a entidade representa. Finalmente, eles concluíram que:
Ainda que do ponto de vista discursivo, as medidas parecem ir na direção certa, na medida em que os dirigentes afirmam que buscam tornar a atividade transparente, melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores e controlar a evasão, no momento em que foram anunciadas – em que os produtores fazem a colheita – produziu uma queda no preço do quilo vivo que prejudica principalmente os pequenos e médios produtores. Nesse sentido, ficou acertado que em diversas ocasiões os anúncios e / ou títulos de medidas para o setor pareceram adequados da reportagem, mas sua aplicação resultou em maior e maior concentração, com a conseqüente expulsão de pequenos produtores do setor produtivo. circuito.
Da mesma forma, foi destacado que, apesar de serem todos canais de diálogo abertos, e que se realizam diálogos diários com as autoridades, mais uma vez os anúncios e decisões têm sido feitos fora de hora, sem consulta aos produtores. Ou seja, mais uma vez, souberam da mídia e / ou do Diário Oficial da União as medidas implementadas. Isso gerou muita inquietação entre as bases e mais tarde se manifestou em uma declaração de alerta do CEEA, com um pedido de audiência com vários ministros. Só depois disso as autoridades concordaram em se reunir com os representantes dos produtores para dar explicações sobre as medidas e seu alcance.
Para todos os analisados, o CDC da FAA, em reunião com a Comissão de Pecuária da entidade, decidiram permanecer em estado de alerta e acompanhamento permanente face às repetidas declarações contraditórias e pouco claras que geram desconforto nos produtores. Como dito, já aconteceu muitas vezes que os anúncios vão em uma direção e as aplicações específicas das medidas, em outra, sempre sendo os mesmos prejudicados: pequenos e médios produtores.
Nesse sentido, ressaltaram que esperam que passos reais possam ser dados na recuperação dos pecuaristas de menor porte e que não se avance nos mecanismos já conhecidos, arbitrários e discricionários, que têm conseguido sustentar ou aumentar a produção, por meio de a concentração em menos mãos (e mais poderosa). Esta situação agravou-se no contexto da pandemia, com inflação sustentada e expressa numa crise económica crescente, que não só atinge os produtores mas também tem forte impacto nos consumidores, cujo poder de compra diminuiu, tornando-se assim deprimido.
Por fim, ressaltaram que, ao invés de continuar criando novos entraves para o setor, os diversos processos pendentes devem ser resolvidos. Por isso, foi apontado que são necessárias políticas públicas diferenciadas para os pequenos e médios produtores, que incentivem a produção e impeçam o desaparecimento dos federados do circuito produtivo. Também alertaram para a demora na regulamentação da lei da agricultura familiar (fundamental para favorecer o desenvolvimento rural) e na regulamentação dos arrendamentos que garantem o acesso à terra. Além disso, ressaltaram que as linhas de crédito devem ser promovidas de acordo com as necessidades dos agricultores; exigiram o pagamento da indenização pelas retenções de grãos que ainda não foram devolvidos e por uma nova política de segmentação para eles.


