[Áudio] Agricultura Familiar requer políticas públicas para sua transformação tecnológica e produtiva

A proposta apresentada pela Confederação Camponesa do Peru, CCP, de adequar o Fondo Agrario Empresarial, FAE-Agrícola às necessidades da Agricultura Familiar, faz parte de uma abordagem integral que visa torná-lo a espinha dorsal da política agrária do país que garantir a segurança e soberania alimentar.

 

Assim afirmou o especialista agrário Víctor Torres Lozada, membro do Comitê Consultivo da CCP, ao analisar a proposta do governo de implantação da FAE-Agrícola, que visa atender às demandas e necessidades de crédito da agricultura comercial, que apenas representa 13 por cento das unidades de produção agrícola do país.

A proposta que a CCP enviou ao governo é uma proposta ousada que se propõe a beneficiar milhares de famílias de produtores com créditos de capitalização para gerar uma transformação produtiva e tecnológica, que será devolvida com os resultados da implantação dessas tecnologias, afirma. Victor Torres .

O especialista agrário explica que esse enfoque faz parte de uma proposta abrangente que a CCP apresentou ao governo há alguns meses, na qual exige a implantação de um fundo de um bilhão de soles para beneficiar, no primeiro ano, cerca de 140 mil famílias produtoras de 24 regiões do país.

Acrescentou que o desenvolvimento da agricultura familiar no país requer uma política de Estado para promovê-la, que incorpore também a produção média, importante aliada do desenvolvimento agrário do país, e requer um novo marco institucional agrário que responda às necessidades. dos produtores.

Nesse sentido, Víctor Torres lembrou que o atual Ministério da Agricultura e Irrigação, MINAGRI, precisa ser reestruturado de acordo com uma proposta apresentada após a greve agrícola do ano passado, que propõe a criação de um Vice-Ministério da Agricultura Familiar e que garante o segurança alimentar e soberania.