[AUDIOS] Balanço – Diretores e diretoras da COPROFAM comentam sobre o ano de 2020 para a COPROFAM e suas gremiais
Com o ano próximo de se encerrar, convidamos os diretores e diretoras, dirigentes das gremiais afiliadas da COPROFAM para comentarem sobre os avanços realizados ao longo de 2020 no âmbito da Confederação, e também localmente, nos países onde atuam com suas organizações.
Para saber suas opiniões e avaliações, fizemos algumas perguntas, e abaixo você pode conferir um pequeno resumo escrito de suas respostas e as mesmas completas em áudio.
As perguntas respondidas pelos dirigentes nos áudios foram:
– ¿Cómo usted evalúa el año 2020 para su gremial y para COPROFAM?
– ¿Cómo ha sido para su gremial trabajar con el apoyo de COPROFAM en propuestas de políticas públicas para la AFCI en su país?
– ¿Qué es lo que más destacaría del trabajo de COPROFAM este año?
– Para usted, cuál es la importancia de estar unido a otras organizaciones latinoamericanas en red en este momento?
– ¿Siente que ha habido algún avance en la agenda del Decenio de la Agricultura Familiar en su país hasta el momento?
Elga Angulo – Confederación Campesina de Peru (CCP) y coordinadora de Mujeres de COPROFAM
A dirigente da peruana, Elga Angulo, analisa que a chegada do COVID-19 desestabilizou tanto a CCP quanto a COPROFAM, a princípio, mas que também foi uma problemática que ajudou a visibilizar problemas econômicos e sociais que marcam os países do Mercosul Ampliado.
Ao avaliar o apoio da COPROFAM no trabalho de propor políticas agrícolas diferenciadas ao governo peruano, que atendam aos pequenos e médios produtores, Angulo lembrou que a agenda da AFCI enfrenta dificuldades para ser priorizada no país, mas que a Confederação está contribuindo para ajudar a CCP a introduzir aos poucos o setor e seus temas nos debates governamentais.
Para Elga, a Confederação se manteve muito unida frente as dificuldades do tano, e em uma visão geral dos destaques do ano, destacou o grande trabalho interno de fortalecimento das gremiales e a manutenção de todas as atividades programadas e das alianças estratégicas para a organização
O ponto de vista de Elga sobre a união das organizações em rede é que essas boas relações são as bases pra articulações concretas e possíveis ações de solidariedade que podem ser exploradas em diversos contextos.
Ela observa que o avanço na agenda do Decenio também foi mínimo no Peru, diante do contexto político conturbado vivido este ano e da falta de interesse inerente do governo local pelo setor. Mas, por outro lado, as organizações agrícolas locais mostram estar avançando na articulação entre elas e nos trabalhos de propor questões dentro da agenda proposta pela ONU.
Carlos Achetoni –da Federación Agrária Argentina (FAA)
Para Carlos Achetoni, os desafios que a pandemia impôs à FAA e a COPROFAM colocaram em evidência a importância e protagonismo da produção agropecuária para a sociedade, assim como a sua capacidade de produzir alimentos saudáveis e a necessidade de se inovar em maneiras dos produtores comercializarem os alimentos
Ele aponta que o trabalho com o apoio da COPROFAM para preparar as propostas de políticas públicas na Argentina tem sido muito proveitoso, com muita sinergia entre as equipes, e com muitas expectativas da parte da FAA de que esse trabalho se converta de fato em políticas reais que cheguem aos produtores argentinas levando possibilidades reais de progresso na atividade agrícola.
Sobre o trabalho da COPROFAM neste ano, o dirigente argentino destacou as inovações virtuais, trabalhadas de forma eficiente e envolvendo mais pessoas nas atividades. E dessa forma foi possível avançar nas atividades propostas no planejamento da Confederação.
Para comentar a importância da FAA unida na rede com outras organizações latinas, destaca a possibilidade de nivelar os movimentos nos países, trocar experiências e orientações, e alinhar os discursos sobre a importância da atenção e do investimento para o setor agrícola em todos estes. lugares.
Refletindo sobre o avanço da agenda do Decenio da Agricultura Familiar, Achetoni acredita que houve um “pause” nos trabalhos dos governos nesse sentido, devido aos problemas da pandemia, ficando a pauta mais aquém do aqui se havia planejado para seu desenvolvimento neste ano.
Don Calixto Zarate – da Unión Agrícola Nacional (UAN)
A opinião sobre o ano de 2020 para o dirigente paraguaio Don Calixto Zarate é pouco positiva, com muitas dificuldades impostas para a UAN e para a COPROFAM, assim como de outras organizações parceiras, o que demandou um esforço extraordinário para os/as dirigentes de ambas. Ele acredita que os aspectos da pandemia desafiaram enormemente a COPROFAM na realização de suas atividades, mas que a entidade conseguiu adaptar-se bem à situação.
Ele apontou que o apoio da COPROFAM foi fundamental e auspicioso para o trabalho de sua organização na elaboração de propostas de políticas públicas diferenciadas para a AFCI, e que foi muito positivo especialmente para a aproximação dos dirigentes com suas equipes internas e com equipes de outros movimentos de AFCI.
O grande destaque que Zarate faz foi a aproximação da Confederação com outras instituições, possibilitada especialmente pelas conexões virtuais durante a pandemia, fato que deu visibilidade e credibilidade para a COPROFAM enquanto organização.
Olhando para a articulação em rede das organizações neste momento, o dirigente acredita que isso possibilita a percepção de todas as semelhanças que os países de nossa região tem em seus desafios e dificuldades, e que isso possibilita um esforço coletivo para superar esses obstáculos.
Assim como os colegas, Zarate ver o Paraguai estancado da agenda do Decenio, devido as diversas problemáticas que surgiram com a chegada da pandemia ao país.
Fernando López – da Comisión Nacional de Fomento Rural (CNFR)
Assim como os colegas, o dirigente da organização uruguaia, e também tesoureiro da COPROFAM, Fernando López, apontou 2020 como ano de muitas mudanças, incertezas e desafios, e de forma prática para a COPROFAM, um ano de muito trabalho, muita articulação, e consequentes avanços positivos na incidência política da Confederação e na produção de propostas de políticas públicas protagonizadas pelas gremiais.
López valoriza muito o apoio da COPROFAM no trabalho da CNFR de elaboração de políticas públicas, destacando o apoio na integração de distintos dirigentes, o apoio financeiro, técnico e sistêmico oferecido, que possibilitaram um bom posicionamento da organização uruguaia diante da abertura do novo governo local para discutir as pautas agrícolas.
Diante da grande quantidade de trabalhos desenvolvidos, López destacou a grande incidência política alcançada pela COPROFAM em espaços fundamentais para o diálogo político da organização, o aumento das capacidades de cooperação entre os dirigentes, e as conquistas no âmbito da capacitação e intercâmbio de lideranças nos temas de interesse da AFCI e de seu desenvolvimento sustentável.
Para López, é muito importante para a AFCI a articulação não só regional de organizações, mas também internacional com distintas redes e entidades, gerando alianças estratégicas que se refletem positivamente na agenda de lutas de todos os envolvidos nesse processo.
Sobre o avanço da agenda do Decenio, o dirigente observa que mesmo com alguns contextos novos, houve avanço em alguns pontos e linhas de trabalho da agenda do país, e destacou a importância da realização das discussões da REAF nesse sentido, especialmente no que tange a atuação do Uruguai como presidente pró-tempore deste espaço no segundo semestre do ano.
Orlando Contreras – Movimiento Unitario Campesino y Etnias de Chile (MUCECH)
Em sua breve análise sobre 2020, o dirigente chileno conta que, apesar da complexidade do ano, o trabalho do MUCECH no Chile foi muito frutífero e a gremial conseguiu se manter bem posicionada e conquistar alguns avanços em seu planejamento de trabalho.
Ele avalia que a o suporte da COPROFAM para o trabalho das organizações com propostas de políticas públicas foi fundamental e rendeu muitos aprendizados tanto para a sua organização, quanto para as gremiais companheiras, e acredita que a COPROFAM foi uma das organizações mais visibilizadas este ano nos espaços internacionais.
Contreras avalia que é, e foi muito importante neste ano manter o vínculo entre organizações, pois isso gera colaboração, ajuda e inspiração para propor políticas aos governos locais. Ele aponta também que a COPROFAM teve muito êxito em manter fluindo bem os canais de comunicação entre suas gremiais
O Chile apresentou um pouco mais de avanços em tópicos propostos pela agenda do Decenio, segundo Contreras, e houve o estabelecimento de mesas de trabalho junto ao governo para avançar em assuntos como câmbio climático e outros.
René Rojas – Coordinadora de Integración de Organizaciones Económicas Campesinas de Bolivia (CIOEC)
Desde a Bolívia, o panorama também não foi muito positivo para o ano, mas René Rojas aponta que na CIOEC houve avanços em diferentes aspectos, e que a organização segue empenhada em conseguir novas conquistas.
Rojas destacou que houve muito apoio de COPROFAM a CIOEC no trabalho de desenvolver propostas ao governo local, e que há já propostas e estratégias concretas deste trabalho que já estão em negociação.
Os destaques do dirigente boliviano no trabalho da COPROFAM foram para a capacidade de comunicação alcançada durante a pandemia, pelos canais e reuniões virtuais, e para os cursos de capacitação e Cooperativismo e Associativismo, desenvolvidos com parcerias estratégicas e oferecidos gratuitamente para as bases das gremiais da Confederação.
Sobre o Decenio, ele observa que a CIOEC está muito engajada na articulação com o governo, que o Estado ainda está observando os aspectos da agenda, e que o novo governo já tem feito compromissos com os agricultores e campesinos para trabalhar neste tema.
O presidente Alberto Broch também expressou sua percepção sobre o ano em seu editorial, que pode ser acessado clicando aqui:
Balance 2020: un año que nos desafió y nos enseñó a superar limites


