CSA ONU: um espaço muito valioso para as articulações da COPROFAM
Foram duas semanas muito intensas para a COPROFAM, de atividades políticas na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma, combinadas com uma grande quantidade de reuniões paralelas com as agências multilaterais mais importantes a nível mundial e com outras redes de organizações de agricultura familiar de distintas regiões do planeta. Tudo isso ocorreu entre os dias 9 e 18 de Outubro, quando eu estive representando a Confederação na 46ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar(CSA) das Nações Unidas.
Fazer parte do Mecanismo da Sociedade Civil (MSC) e fazer a incidência levando as propostas dos/as agricultores familiares e camponeses no CSA é estratégico e de grande relevância política no cenário internacional. Fruto do trabalho e respeito conquistado a COPROFAM foi reeleita para compor o Comitê de Coordenação e o Grupo Assessor do Mecanismo da Sociedade Civil (MSC). Isso significa reconhecimento e muito trabalho pela frente. Nesta jornada contarei com o apoio indispensável de todas as nossas afiliadas, desenvolvendo um trabalho de articulação política em prol do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, camponesa e indígena de nossa região.
Vamos aproveitar mais o espaço que temos no MSC – CSA que reúnem grandes organizações de agricultura familiar, campesinos, indígenas pescadores artesanais, pastores, jovens e mulheres de todo o mundo e fortalecer nossos laços de solidariedade, cooperação técnica e intercambio de experiências com organizações de outros continentes.
Reafirmo que é através do MSC que a sociedade pode incidir no debate político que ocorre entre os governos dos países das Nações Unidas no âmbito do CSA, levando a agenda que construímos em conjunto na esperança de que os nossos aportes se tornem recomendações aos governos e, possivelmente, futuras políticas públicas que aproximem os países da meta comum de erradicar a fome no mundo e elevar a qualidade nutricional da alimentação de todas as pessoas.
A nossa missão é integrar participar ativamente do MSC, elevando as demandas da agricultura familiar dos países do MERCOSUL para a discussão global, e para tal é importante seguir ouvindo e fortalecendo os debates internos com nossas organizações filiadas, de forma a estarmos bem conectadas e com propostas bem consolidadas.
Também é nosso desafio convencer governantes que ainda resistem à participação da sociedade civil nesses espaços de diálogo. Neste sentido, e precisamos estarmos alinhados em constante articulação com as demais organizações integrantes do MSC, para que essa resistência não enfraqueça Mecanismo (MSC) e, consequentemente, também nossa incidência nos debates políticos.
Além de participar das intensas agendas do MSC, Foro da Sociedade Civil e da 46º Seção Plenária do CSA, a COPROFAM também otimizou o tempo para realizar uma agenda de reuniões bilaterais com autoridades do FIDA, da FAO, da ILC e outras redes de organizações e institutos de pesquisa em Roma, para apresentar iniciativas e projetos de fortalecimento da agricultura familiar na região do MERCOSUL. O apoio dessas agências é fundamental para o êxito desses projetos e o consequente fortalecimento político das nossas organizações e a transformação da vida dos agricultores e agricultoras latinos(as).
Saímos dessa longa jornada de trabalho com boas articulações e encaminhamentos, entre eles os primeiros passos para a realização de mais um Fórum Mundial Campesino, fevereiro próximo em Roma e a grande possibilidade de realizarmos mais uma edição do Fórum Mundial Sobre o Acesso a Terra e a Recursos Naturais (FMAT) em conjunto com outras organizações de agricultura familiar do mundo.
Seguimos trabalhando e fortalecendo a COPROFAM e suas afiliadas.


