ONAC planeja com sua base as ações de fortalecimento da entidade e outras estratégias políticas para este ano
As ultimas semanas foram decisivas para a Organización Nacional Campesina (ONAC), no sentido de se organizar internamente para fortalecer a entidade e, consequentemente, a luta pelas políticas públicas necessárias para a agricultura familiar, campesina e indígena do Paraguai.
Na semana passada, no dia 13, os membros da diretoria da organização se reuniram para definir as linhas de ação políticas que serão focadas em 2020, estando entre elas o fortalecimento organizativo, o projeto produtivo e a cooperação com o setor privado e público. Estas prioridades, segundo o secretário geral da ONAC, Gabino Medina, foram estabelecidas a partir da análise da conjuntura política e econômica tanto a nível nacional quanto no cenário regional.
O segundo passo foi dado nesta última semana, no dia 20, quando a ONAC convocou uma reunião geral com suas bases de 11 departamentos do país para que, junto aos dirigentes das organizações dessas regiões, se desenhasse um planejamento organizativo e de sustentabilidade econômica para a organização, que se refletirá na luta sindical como um todo. A reunião conseguiu reunir mais de 100 referentes das organizações de base, e teve como principais temas as questões de associações e contribuições financeiras.
A ONAC apresentava uma grande necessidade de atualizar seus dados de associados e também suas políticas de associação e contribuição sindical necessária para a sobrevivência da entidade, visto que ela não recebe apoio financeiro de nenhum setor. A Secretaria de Organização da ONAC preparou rascunhos de planejamento para que os participantes do encontro analisassem, opinassem e aprovassem na ocasião, para assim dar seguimento ao projeto de um sistema articulado para a autosustentabilidade.
“A ONAC começou sua caminhada em 1985, e há muitos anos não atualizávamos as documentações de números de sócios e sócias e a política de contribuição. Decidimos nessa reunião com a base fazer um novo registro padronizado de associações, e para resolver a questão do nosso autofinanciamento enquanto organização de agricultura familiar, e definimos as regras de pagamento das cotas sociais pelos afiliados”, explica Gabino Medina. “Assim, foi aprovado em plenária que a partir de 1º de janeiro até 30 de abril de cada ano, todos e todas associados(as) devem pagar a cota anual estabelecida em Assembleia Geral”, concluiu.
Do ponto de vista das reivindicações para as demandas dos pequenos agricultores do país e sua relação com o governo paraguaio, a ONAC fez alguns avanços, mas ainda estuda outras estratégias para cobrar mais dos gestores nacionais. “Temos algumas mesas de trabalho estabelecidas com o governo em diversos temas importantes para a agricultura familiar. Registramos alguns avanços, como a entrega, nessa mesma semana, de uma área de 65 mil hectares de terras regularizadas pelo governo para agricultores.”, conta Medina. “Porém há outros temas que nos colocamos de acordo para monitorar mais fortemente acerca de avanços necessários, e estamos ainda preparando uma grande mobilização para os próximos meses”, diz ele.

Para saber mais detalhes sobre as atividades da ONAC realizadas neste mês, acesse a sessão de notícias da organização em nosso site:


